- Rua Grão Mogol, 531
- Sala 203
- Sion
- Belo Horizonte
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Apresentação
“Para que serve a história?” — esta é a pergunta que marca nosso ofício e que já custou bastante reflexão e muitos livros. Marc Bloch, que tanto contribuiu para que a história se tornasse nova, começa um dos seus mais célebres livros (“Introdução à história”) com ela. Para ele, a história serve-se como “matéria de apaixonadas reflexões”, plena de sedução:
A história, todavia, não é possível pô-lo em dúvida, tem prazeres estéticos que lhe são próprios, que não se assemelham aos de nenhuma outra disciplina. É que o espetáculo das atividades humanas, seu objeto particular, é, acima de qualquer outro, de natureza a seduzir a imaginação dos homens. Sobretudo quando, graças ao distanciamento no tempo ou no espaço, o seu desenrolar se enfeita com as sutis seduções do que é estranho.
Mas existe outro sentido para a história, o “da cor verdadeira” — e que tanto nos distancia daquela velha história, árida e calcificada. A máxima “história, ciência do presente” resume com brilhantismo os princípios para uma história mais ampla, mais humana e que nos ajude a viver melhor.
Objetivos
A Casa de História toma partido e tem por principal objetivo contribuir para a construção desta nova história. O papel que toma para si é o divulgar a produção histórica que, muitas vezes, não alcança todo seu potencial e objetivos porque permanece desconhecida do público interessado, distante do meio acadêmico ou que não é alcançado pelas formas usuais de extensão.
Por isso, mais que uma empresa, criamos uma Casa que resguarda a intenção de colaborar para a divulgação e/ou formulação de propostas que conduzam a um mundo mais justo e humano. Assim são seus cursos, palestras, discussões, seminários e futuras edições (considerando a pretensão de a Casa de História se tornar futuramente também uma editora).
A Casa de História é um espaço ocupado por aqueles que têm sugestões e projetos, criando / propondo eventos que favoreçam a reflexão e a ação sobre os problemas sociais brasileiros.
Criada por professores de História este espaço está voltado para a discussão das novas pedagogias — em busca de uma educação libertária. Portanto, todos os cursos de reciclagem e capacitação promovidos pela Casa de História intentam uma reflexão histórica não apenas à luz das principais correntes pedagógicas e históricas contemporâneas, mas também pela análise aprofundada da política que nos envolve , das construções pedagógicas em curso nas escolas e da ética profissional em um mundo dito “globalizado”.
Além do discurso, a Casa de História será lugar de prática do conceito “História é vida”:
A História Humana não se desenrola apenas nos campos de batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais entre as plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o canto arrasta as pessoas e as coisas que não têm voz. (Ferreira Gullar)
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